Olhares e Poemas
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015
Herético
Estrelas ouçam meu profano canto
Que brilhe o sol
Que chovam tempestades
Que caia a noite em seu escuro manto
P’ra que amanheçam todo dia claridades
Caminhe o homem pelo mundo afora
E por todos os mundos onde mora
Encontre sempre em si as realidades
Seja o solo quente, as mares constantes
As intrigas parcas, as paixões frequentes
E que não falte amor para os valentes
E nem valentia aos amantes
No maior dos jogos
Onde Deus são regras
Não se espere os fogos lá do mais profundo
Não se esqueça o logos, nem o mel das tréguas
Ou da paz os modos, para o bem de todos
em Janeiro de 1971
quinta-feira, 26 de março de 2015
PROMESSA EM SONETO
Prometo
continuar sorrindo à vida
Plantar
no mundo o que eu gosto de colher
Acreditar
– de maneira desmedida
E
ver nos sonhos o que me habituei a ver
Prometo
sempre defender as minhas verdades
Que
já fazia em meus versos juvenis
Buscar
a excelência sem vaidades
Querendo
a tudo o mesmo bem que sempre quis
Prometo,
enfim, não cometer o desatino
De
ver abismos pelos vales que cruzar
E aceitar e ainda lutar por meu destino
A
boa luta, não vencer ou conquistar
Oferecendo
e procurando em cada esquina
Meu
próprio rosto, e sorrir ao encontrar
AO MEU AVÔ
Eu minto se disser que não é possível
Tudo é possível, basta só acreditar
Tento outra vez, e de novo, e, coisa incrível ...
Já não me cansa essa rotina do tentar
Tudo é possível, basta só acreditar
Tento outra vez, e de novo, e, coisa incrível ...
Já não me cansa essa rotina do tentar
Desde criança, muito cedo, eu já ouvia
Mastigue muito, muito antes de engolir
O meu avô, era ele mesmo que dizia
Nunca se perde nada ao insistir
Basta ter calma e jeito (e ele sorria)
E não há sujeito capaz de resistir
Bem mais que força, era vontade que valia
Tentar direito era melhor que conseguir
Valeu, meu velho, eu sempre soube que podia
Ter para sempre o seu sorriso a me ouvir
Mastigue muito, muito antes de engolir
O meu avô, era ele mesmo que dizia
Nunca se perde nada ao insistir
Basta ter calma e jeito (e ele sorria)
E não há sujeito capaz de resistir
Bem mais que força, era vontade que valia
Tentar direito era melhor que conseguir
Valeu, meu velho, eu sempre soube que podia
Ter para sempre o seu sorriso a me ouvir
SONETO DIVIDIDO
Eu não sou o que me dizem
Quando me dizem o que sou
Alturas me dão vertigem ...
Passo momentos de horror
Quando me dizem o que sou
Alturas me dão vertigem ...
Passo momentos de horror
Pouco sei e já duvido
Que duvidando eu me vou
E se alguém me dá ouvido
Duvido se tomo ou se dou
Vivendo assim, dividido
Faço a todos parecer
Algo de herói ou bandido
Um ideário da coragem
Das forças que eu luto pra ter
Na busca pela miragem
Que duvidando eu me vou
E se alguém me dá ouvido
Duvido se tomo ou se dou
Vivendo assim, dividido
Faço a todos parecer
Algo de herói ou bandido
Um ideário da coragem
Das forças que eu luto pra ter
Na busca pela miragem
DEDO EM RISTE
Segure firme o timão
Não importa a tempestade
Não demonstre hesitação...
Não hesite, na verdade
Não importa a tempestade
Não demonstre hesitação...
Não hesite, na verdade
Não pranteie o sofrimento
Sofra mil vezes antes
Não sofra constrangimento
Evite quaisquer flagrantes
Não se entregue a um linimento
Que obste a sua vontade
Cultive a determinação
Faça dela a sua verdade
E a dor desse momento
Será só imaginação
Sofra mil vezes antes
Não sofra constrangimento
Evite quaisquer flagrantes
Não se entregue a um linimento
Que obste a sua vontade
Cultive a determinação
Faça dela a sua verdade
E a dor desse momento
Será só imaginação
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