quinta-feira, 26 de março de 2015

PROMESSA EM SONETO


Prometo continuar sorrindo à vida
Plantar no mundo o que eu gosto de colher
Acreditar – de maneira desmedida
E ver nos sonhos o que me habituei a ver
 
Prometo sempre defender as minhas verdades
Que já fazia em meus versos juvenis
Buscar a excelência sem vaidades
Querendo a tudo o mesmo bem que sempre quis
 
Prometo, enfim, não cometer o desatino
De ver abismos pelos vales que cruzar
E aceitar e ainda lutar  por meu destino
 
A boa luta, não vencer ou conquistar
Oferecendo e procurando em cada esquina
Meu próprio rosto, e sorrir ao encontrar
 
 
 
 

AO MEU AVÔ

Eu minto se disser que não é possível
Tudo é possível, basta só acreditar
Tento outra vez, e de novo, e, coisa incrível ...

Já não me cansa essa rotina do tentar


Desde criança, muito cedo, eu já ouvia
Mastigue muito, muito antes de engolir
O meu avô, era ele mesmo que dizia
Nunca se perde nada ao insistir


Basta ter calma e jeito (e ele sorria)
E não há sujeito capaz de resistir
Bem mais que força, era vontade que valia


Tentar direito era melhor que conseguir
Valeu, meu velho, eu sempre soube que podia
Ter para sempre o seu sorriso a me ouvir

SONETO DIVIDIDO

Eu não sou o que me dizem
Quando me dizem o que sou
Alturas me dão vertigem ...

Passo momentos de horror


Pouco sei e já duvido
Que duvidando eu me vou
E se alguém me dá ouvido
Duvido se tomo ou se dou

 
Vivendo assim, dividido
Faço a todos parecer
Algo de herói ou bandido


Um ideário da coragem
Das forças que eu luto pra ter
Na busca pela miragem

DEDO EM RISTE

Segure firme o timão
Não importa a tempestade
Não demonstre hesitação...

Não hesite, na verdade


Não pranteie o sofrimento
Sofra mil vezes antes
Não sofra constrangimento
Evite quaisquer flagrantes


Não se entregue a um linimento
Que obste a sua vontade
Cultive a determinação


Faça dela a sua verdade
E a dor desse momento

Será só imaginação