sábado, 29 de agosto de 2015

Abraço


Herético


Estrelas ouçam meu profano canto

Que brilhe o sol

Que chovam tempestades

Que caia a noite em seu escuro manto

P’ra que amanheçam todo dia claridades

Caminhe o homem pelo mundo afora

E por todos os mundos onde mora

Encontre sempre em si as realidades

Seja o solo quente, as mares constantes

As intrigas parcas, as paixões frequentes

E que não falte amor para os valentes

E nem valentia aos amantes

No maior dos jogos

Onde Deus são regras

Não se espere os fogos lá do mais profundo

Não se esqueça o logos, nem o mel das tréguas

Ou da paz os modos, para o bem de todos


em Janeiro de 1971